O Parque Tecnológico São José dos Campos realizou, nesta quinta-feira (14) o webinar Estudos do Mercado Aeroespacial – Estados Unidos e Europa, fruto da parceria entre o Cluster Aeroespacial Brasileiro e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.

Dedicado exclusivamente para as empresas associadas ao Cluster Aero e ao projeto setorial Aerospace Brazil, o estudo de inteligência de mercado apresentou as perspectivas de mercado da aviação – comercial, executiva e de defesa e espaço, frente aos desafios impostos pela COVID-19 em toda a cadeia e demais movimentações do segmento, como a paralisação do Boeing 737 Max, o potencial ganho de mercado na Europa pela Airbus e a busca de liquidez pelas companhias aéreas.

“Estamos passando por um momento de reestruturação da cadeia aeroespacial. É importante entendermos as tendências e expectativas de negócios dos mercados dos EUA e da Europa para que as empresas programem as suas ações de curto, médio e longo prazo e consigam atravessar esta crise”, afirma Marcelo Nunes, coordenador do Cluster Aeroespacial Brasileiro.

Mais de 50 empresários do setor participaram ativamente do debate, colaborando com sugestões e questionamentos.

Projeto setorial Aerospace Brazil

O Cluster Aeroespacial Brasileiro, gerido pelo Parque Tecnológico São José dos Campos, coordena o projeto setorial Aerospace Brazil, subsidiado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A proposta do projeto é receber empresas do setor em todo país para fomentar a internacionalização e exportação de produtos e serviços. Entre os objetivos, estão: aumentar o número de empresas exportadoras do setor aeroespacial, por meio de ações de promoção de vendas e inteligência comercial; aumentar a exposição e reforçar a imagem das empresas, ao promover missões empresariais, participação em feiras internacionais e rodadas de negócios com empresas estrangeiras; desenvolver estratégias para o acesso a mercados externos, com a promoção da internacionalização de empresas brasileiras e a formação de redes colaborativas entre empresas participantes, de tal forma que possam ser capazes de oferecer os pacotes de serviços estruturados e integrados, posicionando-se em um nível superior na cadeia de fornecimento.

“O convênio com a APEX é fundamental, pois com esta parceria é possível dar mais competitividade às empresas associadas da cadeia aeroespacial, para que possam acessar o mercado global, ampliando a participação e tendo uma visibilidade cada vez maior”, conta Rodrigo Mendes, coordenador executivo de desenvolvimento de negócios internacionais do PqTec.